Adoro como ela me olha
como me ouve
como sente e pressente
Odeio saber que ela me (re)conhece
em cada pe-da-ço amargo
nos re-ta-lh-os jogados
fiapos abandonados
Amo seu cheiro
seu jeito travesso
sorriso sem jeito
seu corpo marcado
cabelo molhado
Só ela me entende
me compreende
me beija caliente
me faz ser gente
Renato Souza, 23-06-2009
Terça-feira 24:40
Um recanto onde os sonhos naum estão guardados, mas sim espalhados, jogados por todos lados. Aqui vocÊs encontram meus
RE-TA-LH-OS!!!
sábado, junho 27, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
domingo, junho 14, 2009
Porque viver de sonho em sonho???
Não quero uma verdade inventada
Quero uma mentia contada
Não quero uma desejo mal sentido
Quero uma dor bem provocada
Não quero ouvir palavras repetidas
Quero ver gestos provocantes
Não quero meu melhor incompreendido
Quero o meu pior bem feito
Não quero ser um gigante que não se encaixe
Quero ser um pequenino flexível
Não me conte segredos que já foram ditos
Quero mistérios muito bem escondidos
Não quero amar pela metada
Prefiro odiar por inteiro
Quem não tem nada a dizer é portátil (EU NAUM SOU)
"Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber"
CUIDADO!!!
"Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular"
Lá o mundo não tem razão
Terra de heróis
Onde eu só quero ser
InDiSpEnSáVel
EsSêNcIaL
ÚnIcO
"Mas pra sacudir levanta"
Pois não se pode voar com os pés no chão
Quero os venenos mais lentos
As bebidas mais fortes
A droga mais pura
Mais puro???
Mais puro é o AMOR!!!
Renato Souza
(Sexta-Feira/12-06-2009/16:00Hs)
(Sexta-Feira/12-06-2009/16:00Hs)
quarta-feira, junho 03, 2009
PERSONIFICAÇÃO
Quando tudo parece perfeito, o destino, ou sei lá, o inevitável acontece de forma surpreendente e inimaginável.
O dia? Pouco importa. A situação: bem clássica e luxuosa. É sabido que comentários diversos foram notificados, alguns até mesmo negativamente.
Ah! Não se pode esquecer a fé que foi depositada na esperança de que tudo acabasse bem. Às vezes me pergunto porque tem que ser assim, eu particularmente, muito particularmente já vivenciei junto as minhas outras irmãs e amigas, situações bem mais complicadas. E muitas vezes, ou quase sempre, com o mesmo fim, trágico, marcante e irreversível.
Falhas humanas? Destinos traçados? Coisas divinas? Bem, quando tudo acontece, e o tempo do verbo é transportado para a anterioridade ( passado), e inevitável pensarmos que o presente ainda vale apena.
E apenas nos restam lágrimas, lamentações, tristeza, dor e dúvidas. Dúvidas de que talvez não compreendamos bem o sentido da vida.
E , é nesse mesmo instante que o preconceito, principalmente o racial (de cor), perca o valor incalculável, pois nessa circunstância todas as pessoas envolvidas ou não, desejariam ter a minha força, minha pequenez ( 40 cm), minha importância e principalmente a minha COR.
Abraço forte.
ASS: única sobrevivente do vôo 447 da AIR FRANCE.
O dia? Pouco importa. A situação: bem clássica e luxuosa. É sabido que comentários diversos foram notificados, alguns até mesmo negativamente.
Ah! Não se pode esquecer a fé que foi depositada na esperança de que tudo acabasse bem. Às vezes me pergunto porque tem que ser assim, eu particularmente, muito particularmente já vivenciei junto as minhas outras irmãs e amigas, situações bem mais complicadas. E muitas vezes, ou quase sempre, com o mesmo fim, trágico, marcante e irreversível.
Falhas humanas? Destinos traçados? Coisas divinas? Bem, quando tudo acontece, e o tempo do verbo é transportado para a anterioridade ( passado), e inevitável pensarmos que o presente ainda vale apena.
E apenas nos restam lágrimas, lamentações, tristeza, dor e dúvidas. Dúvidas de que talvez não compreendamos bem o sentido da vida.
E , é nesse mesmo instante que o preconceito, principalmente o racial (de cor), perca o valor incalculável, pois nessa circunstância todas as pessoas envolvidas ou não, desejariam ter a minha força, minha pequenez ( 40 cm), minha importância e principalmente a minha COR.
Abraço forte.
ASS: única sobrevivente do vôo 447 da AIR FRANCE.
A CAIXA PRETA. ( Erismar Cunha, Terça-Feira as 17:50 h)
segunda-feira, junho 01, 2009
Me disseram que eu procuro a resposta em todos os lugares menos onde ela está, em mim.
Será que já não achei essa resposta que está em mim, mas não quero aceita-lá???
Me disseram que sou diferente e estou em minoria por isso tenho que me adequar a grande massa.
Será que eu não procurei ser diferente justamente para fugir desse padrão te-di-o-so???
Será que você sabe o que eu quero que você seja???
Me disseram que quando estivesse com alguma dúvida segui-se meu nariz...Então devo seguir em frente???
Paulo Renato
Será que já não achei essa resposta que está em mim, mas não quero aceita-lá???
Me disseram que sou diferente e estou em minoria por isso tenho que me adequar a grande massa.
Será que eu não procurei ser diferente justamente para fugir desse padrão te-di-o-so???
Será que você sabe o que eu quero que você seja???
Me disseram que quando estivesse com alguma dúvida segui-se meu nariz...Então devo seguir em frente???
Paulo Renato
sábado, maio 30, 2009
Só no meu silêncio
A primeira coisa que ouvi , foi o meu silêncio.
Ele estava lá sus-pen-so...
Pen
den
do...
den
do...
Gritando, eu sou, você é, nós somos...
Seja,
Sinta,
Minta,
E eu só no meu silêncio.
Seja,
Sinta,
Minta,
E eu só no meu silêncio.
Com a minha dor, não via, não sentia,não mentia,
Só o-u-v-i-a...
Foi aí que percebi que não usava máscara, a
dor é a única emoção que não usa máscara.
Só o-u-v-i-a...
Foi aí que percebi que não usava máscara, a
dor é a única emoção que não usa máscara.
A alegria também não.
...E eu só no meu silêncio.
No meu tormento,sem tempo,
sem vento,
sem alento,
SEM...SEm...Sem...sem.
E eu só com meu silêncio.
Renato Souza
Renato Souza
quarta-feira, maio 27, 2009
Tenho andado distraídoImpaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranqüilo
E tão contente...
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia
Mas nem eu mesmo sabia
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira
Mas não sou mais
Tão criança
A ponto de saber tudo...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo
O mesmo que você...
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos assim como você
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Percebi que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto...
Já não me preocupo
Se eu não sei por que
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero
O mesmo que você...
...Pertencer a alguém!!!
"Quase Sem Querer
Legião Urbana _ Modificado por mim"
domingo, maio 24, 2009
Por que tão confuso???
Quero um escudo,
Não suporto mais a guerra.
Estou cansado, exausto, exaurido,limitado.
Quero chorar, quero ombro.
Quero amar, quero ser amado.
Quero voar, quero que me façam "viajar".
Estou apaixonado, confuso, atrapalhado.
"De quem eu gosto nem as paredes eu confesso", ela nunca irá me amar.
É impossível, inadmissível, intolerável.
"Amor, amor, amor estou aqui..."
Me ame, me proteja, me faça ser seu, seja...
domingo, abril 05, 2009
Vi esse texto no orkut de Malu achei muito bonito resolvi postar aki...Espero que gostem :D
O Pássaro Cativo
Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar?
É que, crença, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
“Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar! voar! ... “
Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão...
Olavo Bilac
O Pássaro Cativo
Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar?
É que, crença, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
“Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pompas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar! voar! ... “
Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão...
Olavo Bilac
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